
Escrito no Caderno Doces Tempos a 20 de Agosto de 2003
São 3H da matina.
Sentados nas escadas do talho, Tixa e Ricardo conversam, antes de irem para casa. Aquele vizinho que costuma sempre passar por eles a altas horas da noite, acaba de passar por eles mais uma vez. Diz sempre "Boa noite" e eles respondem da mesma maneira. Já se questionaram, por diversas vezes, o que andará ele a fazer na rua sozinho até àquela hora.
Ricardo: Que estranho! Este homem passa sempre por aqui a esta hora!
Tixa: Cá para mim anda metido com a "Maria" e foi obrigado a deixá-la porque o chulo dela apareceu a interromper o "bem bom".
Ricardo: Tens noção do que estás a dizer? Essa a mulher é casada e eu nunca dei conta de ela fazer esse tipo de trabalho!
Tixa: Achas que aquele dinheiro que ela mostra ter vem de onde? Por isso é que ela tem 4 carros no estacionamento. Os cavalos que o marido deixa ficar na carrinha durante as noites de Inverno, ao frio e à chuva, não dão para toda aquela ostentação!
No decorrer da conversa, ouve-se um carro lentamente a aproximar. Na altura em que os faróis lhes iluminam a cara, param de falar, olham um para o outro e apercebem-se que pensam a mesma coisa.

Escrito no Caderno Doces Tempos a 27 de Março de 2008
A Tixa e o Ricardo foram até ao Café 81. A caminho, encontraram o casal maravilha com a menina ao colo da mãe. A Tixa (entenda-se que é a tia da menina) chamou-lhe Inês, quando o nome dela é Susana! Os pais nem se aperceberam da gafe mas a Tixa ficou com um melão do tamanho do Pão de Açúcar do Rio de Janeiro.
O Jorge já tem os dentes. Custou mas foi. O pessoal estava a pensar fazer-lhe uma festa surpresa de comemoração, com bolo, fogo de artifício e umas 5 moldavas a dançar no varão. A Ana mostrou algum descontentamento com a ideia e o resto do pessoal começou a pensar que talvez não fosse, de facto, grande ideia a festa, não só por causa das moldavas mas também porque o Jorge ainda não está 100% acostumado à placa e na eventualidade de vir a soprar as velas de um bolo, poderia acabar por cuspir o bolo todo bem como os dentes saltarem-lhe da boca correndo o risco de os perder...
Ok, já não vai é haver festa nenhuma.
A Tixa anda super cansada. O normal seria chegar à noite e conseguir dormir assim que se deitasse na cama mas não é isso que acontece. Levanta-se ás 5h30m, vai trabalhar, depois volta pra casa e segue logo em seguida para a escola de onde só sai quase à meia-noite. Supostamente, deveria chegar a casa e dormir! Ela não sabe porque não o consegue fazer! Com isto, conseguem imaginar o seu humor durante a semana?
Para além disso, continua a apanhar a dupla "mãe e filha" na viagem de comboio. Continuam a olhar para ela especadas e chegam ao ponto de se acotovelarem quando a Tixa adormece para se rirem na cara dela. "Mas esta gente é normal? Qualquer dia faço-lhes a folha!" - pensa a Tixa todos os dias da semana a caminho do trabalho.
O Ricardo aproveitou para contar da colega de trabalho que acordou ás 4H da manhã por causa de um barulho, foi à cozinha ver o que era e quando acendeu a luz deu de caras com um homem já a fugir pela janela. Levou-lhe a carteira com os documentos e 2,00 EUR mas a carteira já reapareceu (com tudo menos o dinheiro). A rapariga, como mora sozinha, agora tem medo de dormir em casa e opta por passar a noite na casa do irmão. Não ganhou para o susto!
E o Prates e a Cláudia? Esses só aparecem à noite e é nessa altura que as suas novidades da semana serão reveladas. Vamos lá ver que aventura a Cláudia tem para contar desta vez!

Escrito no Caderno Doces Tempos a 11 de Março de 2008
O Ricardo foi buscar o carro à oficina hoje de manhã. Desta vez, o valor cobrado pela revisão foi bem inferior ao esperado. Ricardo agradeceu aos céus por isso! No trabalho, a sua colega Marta resolveu reaparecer e dar-lhe noticias. Depois de 2 sms's para o seu telemóvel, o desenho de um sol a piscar o olho num post-it deixado no seu computador do trabalho e uma lapiseira em cima da mesa, seguiram-se comentários no seu hi5. Ok, a rapariga está de férias e o Ricardo acha que é por isso que ela resolveu comunicar. No entanto, ele não sabe como reagir ás últimas tentativas de aproximação.
A Tixa, por seu lado, está satisfeita. As injecções parecem estar a fazer bem ao Nelly Brown Jr.. Não fossem as dores de cabeça dela mais o facto de se sentir quente e estaria perfeita.
Do resto do pessoal, nada se sabe!

Escrito no Caderno Doces Tempos a 25 de Setembro de 2008
No passado dia 14 de Setembro (domingo), Madonna fez mais uma visita a terras portuguesas. O Ricardo, a Tixa e a Cláudia voltaram a comprar bilhetes para o show da Rainha da Pop, desta vez no Parque da Bela Vista, em Lisboa. Uma "Sticky & Sweet Tour" para 75.000 pessoas. A mulher, mesmo com 50 anos, continua imparável e o concerto está muito bem conseguido (como só ela sabe fazer).
Mas por outro lado, e era o que já se esperava, o local foi muito mal escolhido. Os três ficaram numa zona afastada do palco e os ecrãs laterais não estavam presos e, com o vento, ás vezes desapareciam, impossibilitando de ver fosse o que fosse. Para além disso, só existia uma porta de acesso ao recinto o que fez com que tivessem entrado só a uma hora para o inicio do espetáculo! Desiludidos e quase que em uníssuno, decidiram que aquela seria a última vez que voltariam áquele sitio para assistir a um concerto.
Agora é aguardar pelo DVD do show ao vivo para ver tudo aquilo que ficou escondido naquela noite.

Escrito no Caderno Doces Tempos a 11 de Julho de 2003
Há dois dias atrás, juntaram-se todo no café. O Prates apareceu mais tarde mas levava noticias fresquinhas, acabadas de sair do frigorifico. Ainda antes de se ter sentado e já a rir, acabou por dizer: "Trago-vos uma grande novidade!"
Tixa: O quê? Não me digas que é uma daquelas novidades tipo Maya astróloga?
Prates: Achas Tixa? Não é nada desse género.
Cláudia: Já compraste o Porshe?
Prates: Não! Quem me dera...mas não.
O pessoal naquela altura já desesperava. O JP já roía as unhas, derivado da ansiedade em que se encontrava.
Ricardo: Vá lá Prates, diz logo duma vez antes que o JP fique sem dedos nas mãos!
Prates: Então é assim, do próximo dia 24 de Julho a um ano será o casamento do Nuno...o Bolinhas.
JP: You and I...lá lá lá... - canta já aliviado, embora com a boca ainda cheia de pedaços de unhas.
Tixa: Oh puto, tás à nora? Ao menos fecha a boca. Estão bocados de unha espalhados por tudo o que é sítio. Até a Cláudia já foi atingida!
A Cláudia, por sua vez, dá pulos de alegria (ainda não se tinha dado conta de que o casamento seria no dia dos seus anos).
Cláudia: AHHHHH! Estou tão contente! Vai ser a primeira vez que vou a um casamento...isto se for convidada é claro! Mas vou ser de certeza e tenho de começar já a ver coisas...ai, que sapatos levar, Charles ou Zara? E o vestido? João Rolo ou Tenente? Cor, branco ou beje? Qual será a cor da moda no próximo ano? Talvez leve o preto...mas com tanto calor não sei se aguento. Bem, posso sempre levar um chapéu! Enfim, tenho de começar já a tratar de tudo senão fica apertado. Tenho de falar com a minha mãe.

Escrito no Caderno Doces Tempos a 13 de Abril de 2008
O Ricardo e a Tixa voltam a trocar alguns mails durante a semana de trabalho. Era uma quinta-feira e o Ricardo resolveu saber alguma coisa da amiga que já há algum tempo que não dava sinais de vida. Envia-lhe este primeiro mail:
"Olha lá, e como é que vai essa vida? Cor-de-rosa? Ou mais em tons cinzentos?
Há montes de tempo que não sei nada de ti rapariga. Provavelmente deves andar tipo zombie mas ainda assim podes escrever quaisquer palavras para eu me lembrar que existes!
Hoje estive a falar novamente com a Andreia no messenger. Acho que o nosso café está mais próximo do que há alguns tempos atrás mas ainda não há data exacta para tal "evento". Também liguei à Ana Lopes. Meia hora ao telefone. O que eu me rio sempre que falo com ela. Acho que amanhã de manhã vou mais cedo pró trabalho e almoço com ela. Agora é supervisora, consegues imaginar?
E é isso.
Estou a comer bolachinhas com pepitas de chocolate e acho que já não vai mais nenhuma...
Apita qualquer coisa. Quero saber novidades, essencialmente isso.
Até já."
Ao que a Tixa respondeu:
"Olá!
Estou com a birra, cansada, molhada e não me apetece escrever, nem fazer nada...amanhã falamos.
Não leves a mal.
Fica bem."
Face a estas palavras, seguiu-se a seguinte resposta por parte do Ricardo:
"Ok, vou deixar-te ficar nesse espaço sombrio por hoje.
Falaremos depois sobre isso e sobre outras coisas…
Um bom final de noite para ti e uma boa sexta-feira amanhã."

Escrito no Caderno Doces Tempos a 13 de Janeiro de 2004
Tixa revira a mochila já há meia-hora. Parece procurar alguma coisa mas naquela mala do "Sport Billy" é complicado encontrar o que quer que seja no meio de tanta tralha.
- Do que andas à procura afinal de contas? - pergunta o Ricardo já farto de levar encontrões.
- Queria encontrar a minha tesoura mas não sei onde raio a meti... - responde a Tixa continuando a vasculhar o "saco sem fundo".
- Tesoura? O que vais fazer com ela? - pergunta o Jorge já à espera de alguma atrocidade.
- Opá...estou com uma unha do pé encravada e já não aguento mais. Estou assim desde a hora do almoço mas pensei que passava e fui adiando...
- O quê? Tu tás maluca? Não vais cortar as unhas dos pés aqui no Launge! - Ricardo ainda não acreditava no que tinha acabado de ouvir.
- Então porquê? - pergunta a Tixa indignada.
Ricardo resolve brincar com a situação e responde:
- Porque não. Ainda se tivesses um corta-unhas, agora com uma tesoura é que não!
- É agora ou nunca! Tou-me a cagar! - acrescenta a Tixa, nada conformada com a situação.
Enquanto a irmã continuava à procura da tesoura na mochila, o Pedro resolve meter-se com ela em tom de brincadeira. A Tixa, já cansada de o aturar, diz:
- Bem Pedro, cada vez estás pior! Já não posso mais contigo!
- Porquê? Sou assim tão pesado?
- Estás é chato com'à merda!

Escrito no Caderno Doces Tempos a 17 de Maio de 2008
Andreia volta a fazer das suas. Desta vez, foi vista no meio de populares eufóricos que assistiam ao Festival Eurovisão da Canção numa praça municipal, numa das muitas que existem espalhadas nesse lindo país que é o Egipto.
Na entrevista dada à Revista Caras, Andreia disse estar rodeada de pessoas V.I.P.'s que lutam em conjunto por um só objectivo: levar a canção portuguesa além fronteiras.
Andreia: "Eu tou a adorar isto. Há pouco encontrei o Herman José. Coitado, ele é tão pequenino! O homem é capaz de ser assim deste tamanho...olha estou a ver ali a Arlinda Mestre! Sabem, ela é muito minha amiga...deixem-me lá chamá-la para aqui que há montes de tempo que não a vejo."
Foi precisamente na altura em que Andreia berrava pela amiga que a fotografia, em cima publicada, foi tirada. Só faltou Andreia trazer consigo o seu maravilhoso travessão cor-de-rosa!
Escusado será dizer que a Tixa comprou a revista de propósito para ver a fotografia e que ela e o Ricardo ainda se riram muito à pala da rapariga.

Escrito no Caderno Doces Tempos a 2 de Abril de 2008
Ontem o Ricardo e a Tixa trocaram alguns e-mail's. O motivo da conversa foi o facto da Tixa ter ído a uma entrevista de trabalho, porventura na mesma rua onde o Ricardo trabalha. Este, já mais tarde (seriam umas 18H), começou por enviar o seguinte mail:
"Maria, já estás em casa? Como é que correu a entrevista?
Por aqui tudo sereno. O tempo está uma maravilha e não apetece nada estar aqui enfiado no buraco! (...)
Enfim, só para perguntar como é que correu a tarde. Depois dá noticias.
:)"
A Tixa respondeu pouco depois:
"Olá!
Quando te deixei, lá fui eu na boa e andei...andei, cheguei à ponte e passei para o outro lado. Andei...andei, passei a XEROX e continuei a andar. Lá acabei por chegar ao local da entrevista (ficava ao pé da rotunda, mesmo lá à frente...LOLOL).
(...) cheguei ás 15H25M e mandaram-me para dentro. Fiquei à espera até ás 15H45M e lá me pediram para entrar numa sala e preencher uns papéis enquanto a senhora que me ía fazer a entrevista andava a mostrar o edificio a uma outra pessoa. Esperei...esperei e esperei mais um bocado. Ás 16H45M apareceu a dita e lá me entrevistou, coisa que demorou uns 15 minutos. Vou já começar amanhã. Ela pediu-me para chegar ás 8H30M e disse-me que a estação do Braço de Prata é mais perto que a do Oriente (é só descer a rua).
Quando vinha para casa, já no comboio, ligaram-me de outro sitio para saberem se eu ainda estava interessada. Eu disse-lhes que já tinha arranjado trabalho mas depois fiquei chateada porque acho que o telefonema era da outra empresa, também em Cabo Ruivo e à qual eu me tinha candidatado, onde pagavam 530,00€ + subsídio de almoço + subsidio de transportes. Nesta onde fiquei só pagam 480,00€ e dão o almoço. Mas pronto, sempre ganho algum!
Na estação de comboio do Braço de Prata só havia uma máquina de tirar bilhetes que, por sinal, estava estragada (acho que foi assaltada esta noite). Não pude tirar o bilhete mas meti-me no comboio na mesma, com ideias de sair na estação seguinte. Qual quê! O comboio foi enchendo e eu acabei por vir até ao Cacém à pala. Vim com medo, mas vim!
(...) E foi assim a minha tarde...lolol."

Escrito no Caderno Doces Tempos a 31 de Março de 2008
Nesta altura, pouco ou nada pode ser aqui acrescentado sobre esta malta. Devido a combinações individuais de fim-de-semana, a malta não se pode reunir, como é costume, no café 81.
Ontem, a Tixa e o Ricardo tiveram jantar em casa de um amigo comum que vem recentemente de Torres Vedras para Lisboa. O Luis queria mostrar a casa onde agora mora, em Benfica e preparou-lhes um jantar maravilhoso e deveras bombador. A Tixa gostou tanto que nem torceu o nariz ao alho frances que fazia parte da ementa (ela recusa comê-lo em casa...pura e simplesmente).
Sabemos que a Cláudia recebeu uma mensagem da Maria João (colega de faculdade) a querer marcar um encontro dia 31 de Março. Não sei se a Cláudia está com muita vontade! De qualquer forma, e mudando de assunto, uma coisa que a Cláudia agora adora fazer é tirar fotos com a cadela pastor alemão dos pais do Prates. A cadela é enorme!!!
Mantendo o assunto virado para os canídeos, o Nelly Brown Jr. parece já estar melhor. Pelo menos já tem mais vontade de se mexer o que só pode ser bom sinal.
A Tixa, para além da situação do alho francês, anda com um cabelão digno de promessa. O cabelo está tão comprido que já quase que lhe chega ao fundo das costas (uma vez sem guito, é deixá-lo crescer).
O Pedro continua à espera da indemnização da Força Aérea e mantêm-se averso ao tema "sobrinha". O Jorge e a Ana aguardam o nascimento da filhota nas proximas semanas. Está quase!
O Prates, para além de ser o fotógrafo de serviço para as fotos Cláudia versus cadela pastor alemão, está muito contente com o seu novo i-phone. O cunhado foi a Nova Iorque há duas semanas atrás e trouxe-lhe um.
O Ricardo vive aventuras nocturnas como há muito já não acontecia. Para além disso, está quase a assinar o contracto de efectividade no seu trabalho. Depois de 3 anos, no próximo dia 4 de Abril passará a estar efectivo e a poder usufruir de um seguro de saúde que lhe vai dar muito jeito para tratar dos dentes e, quem sabe, comprar uns óculos de sol novos e bons (que não façam dor de cabeça como os actuais).
E é isso. Por hoje é tudo mas o fim ainda não é agora...
Escrito no Caderno Doces Tempos a 7 de Junho de 2003
Várias conversas pela noite dentro…
Launge Bar.
O Pedro Esteves chegou ao pé da Cláudia e enquanto dava um golo na sua “Tuborg” disse-lhe: .
- Oh Cláudia, tás-lhe a dar!! Já tas a ficar contente, já não paras de te rir!!!! .
Pensamento geral “já cá faltava!!!” .
- - - - - - - - - - - - - - - -
Conversa da Cláudia e da Ana com o Zé.
- Há montes de paneleiros no Cacém. .
- O Zé já sabia da pedofilia na casa pia. .
- O Zé conhece toda a gente! .
- - - - - - - - - - - - - - - -
Morada da Sofia:
Rua Dr. João Barros
2725
- - - - - - - - - - - - - - - -
O Zé disse:
- Meteu uma bola de lado, a 90º!
O Prates diz que o código postal de Mem-Martins é 2725. Será?
- - - - - - - - - - - - - - - -
Zé – Vou a Lisboa!
Tixa – Vais a Lisboa? Fazer o quê!
Zé agarra o braço da Tixa e diz:
- Tou com uma adrenalina dentro de mim…
Tixa – Oh Zé deixa-te disso…
Zé – Oh vou a Lisboa… (pensando pausadamente) …ou vou ao médico.
O que se passou a seguir: GARGALHADA GERAL.
- - - - - - - - - - - - - - - -
Zé para Cláudia, a respeito do Tuning do Cacém.
- Oh Cláudia eu faço-te um tuning que nem imaginas! Eu confirmo e faço.
Tixa, depois de se rir durante 20 minutos, levanta-se da sua cadeira e vai “mijar” ao Wc do Launge. Ganda maluca!!!
- - - - - - - - - - - - - - - -
A Ana engana-se bués a dizer o nome do Ricardo. Já lhe chamou Joel, Anacleto, etc.
O Jorge diz que ela até já se enganou no nome dele. O quê?!? Eles são namorados.
O Jorge ficou à nora e a Ana ainda disse:
- Ainda não me habituei…
- - - - - - - - - - - - - - - -
Pensamento do Prates:

O Ricardo teve meia hora pa aler este pensamento do dia. Em vez de “ursos” leu vasos e ficou à nora.
- - - - - - - - - - - - - - - -
Tixa estava a contar ao irmão Jorge a cena do Zé estar a dizer à Cláudia:
“ Eu a ti fazia-te um tuning que nem imaginas”, e o Jorge acrescentou:
- E não o ouviste dizer: “Eu a ti partia-te a melancia.”
- - - - - - - - - - - - - - - -
Já na rua
4h da manhã, Tixa pensa na vida, tá cheia de sono mas diz que quando chegar a casa ainda vai fazer uma “carcaça”. Depois cagou na carcaça e disse que ia abrir uma bolinha.
- - - - - - - - - - - - - - - -
O gato da Cláudia, a Eva, viu o cão do vizinho da frente e assustou-se e fez cocó na cozinha. Ás 8h da manhã de sábado, dia 07-06-2003.
A Cláudia saiu de casa da manhã para ir trabalhar e tinha o presente da sua Eva no chão da cozinha.
CONCLUSÃO: “Bela merda de começo de dia…”
Depois do pai deixar lá o cagalhoto escuro, a Cláudia é que teve de limpar aquilo.
Afinal os pais têm os filhos para quê???
- - - - - - - - - - - - - - - -
Jorge – Olha Tixa tens aí uma mancha. És uma nódoa.
Tixa – Achas que eu me tou a rir? Tou mas é a cagar pra vocês todos…vou comer…
E foi assim que começou, o diário de Marilú…

Escrito no Caderno Doces Tempos a 9 de Setembro de 2004
A Tixa encontrou-se com o Ricardo no talho ás 22H em ponto. Seguiram depois, de carro, para o café 81 mas pelo caminho ainda passaram na rua do Lounge para ir ao multibanco.
Quando faziam o caminho para o café 81, já a pé, e viraram a esquina da rua do Lounge com a rua do Sonho do Alva, o Ricardo olhou em frente e reparou, do outro lado da estrada (um pouco mais à frente), no que parecia ser o Miguel, a falar com o Vasco. Estavam mais alguns gajos com eles mas o Ricardo não os conseguiu identificar. A Tixa, por seu lado, não se apercebeu de nada e continuava a caminhar atrás do Ricardo e a falar de alguma coisa que agora não vem ao caso até porque já não estava a ser ouvida.
O Ricardo assim que pensou na possibilidade daquela pessoa ser o Miguel, fez aquilo que o instinto lhe sugeriu. Por isso, parou e disse à Tixa, muito rapidamente, que o Miguel poderia estar ali à frente e, no caminho, puxou-a para baixo por forma a não serem vistos até dobrarem a esquina novamente. A Tixa não percebeu muito bem o que se estava a passar mas seguiu-o, rezando baixinho!
Terão eles sido vistos nos poucos segundos que demoraram a voltar para trás? Como a estrada estava cheia de carros estacionados, o mais provável foi ninguém os ter visto a voltar para trás mas se o contrário aconteceu, paciência!
Acabaram por ir por outro caminho até ao café do 81, pelo caminho mais longo mas chegaram lá de qualquer forma. Beveram o café, jogaram na máquina ao jogo Cadillacs and Dinosaurs e conversaram com o Jorge, com a Ana e com o Pedro. O Pedro só apareceu porque no dia seguinte ía fazer os testes físicos que lhe permitiam a entrada na GNR e, como tal, não pode ir para a noite com o seu amigo Marco.
A Ana, por seu lado, estava cheia de sono devido ao turno da noite no qual tinha estado a trabalhar e o Jorge estava de folga e era o mais animado deles todos.
Ficaram os cinco na conversa até o 81 fechar! Bem, há que ser realista. Na verdade a Ana pouco abriu a boca para falar (bocejar, pelo contrário, fez-o ela bastante) e a Tixa estava também na mesma onda. Eu...bem, eu também abanei mais a cabeça do que falei e o Jorge passou grande parte do tempo agarrado à máquina de jogos. Acho que o único que falou foi mesmo o Pedro e nós fomos apenas os seus ouvintes. O rapaz falou de tudo e mais alguma coisa, palavrões incluídos e gritos e gestos. Tipico macho latino que fala alto para toda a gente o ouvir!
Saíram do 81 e decidiram passar pelo Lounge para mais um copo. Ficaram ainda um pouco nas escadas em frente ao Bar do André, antes de entrar. O Pedro não fez companhia aos restantes e entrou logo. Os restantes aproveitaram o facto de ele não estar já presente e, sentido-se já mais libertos, lá conseguiram por a conversa em dia!
Estavam então todos entretidos na conversa quando aparece o Prates, acabado de sair do Lounge, onde decorria a festa de aniversário do Rocha. Segundo ele, o Vasco estava ainda lá dentro e o Miguel tinha lá estado mas já tinha ido embora para casa.
O Ricardo pode então confirmar aquilo que tinha visto horas mais cedo. Não tinha sido qualquer tipo de miragem. O Miguel tinha de facto andado por aquelas zonas.
Por sorte, não se cruzaram!

Escrito no Caderno Doces Tempos a 10 de Março de 2008
Breve resumo daquilo que esta malta anda a fazer nos ultimos dias...
O Ricardo tem o carro na oficina há 3 dias. Trata-se da revisão dos 100 mil KM's. Tem tido boleia de e para o trabalho duma colega que mora em Mem-Martins. Amanhã já deve ter o carro pronto. Ele assim o espera!
A Tixa tem o Nelly Brown Jr. doente! Veterinário, vacinas ou injecções, cuidados mil e um cão notóriamente fora do normal.
A Cláudia resolver mudar o corte de cabelo e fez franja. Apesar do pouco tempo, parece que não volta a ter outra igual tão cedo. Aguarda impaciente pelo crescimento desta! Já passou uma semana desde a morte do João.
O Prates comprou um novo pastor alemão para a casa dos pais já que o Billy morreu em Dezembrom final de 2007. Desta vez optaram por uma cadela que só com ainda dois meses, já consegue deitar a Cláudia abaixo! Chama-se Margarida.
O Pedro anda ocupado entre a Reboleira e Mem-Martins. As suas amizades via Hi5 não param de aumentar e começo a desconfiar que uma coisa está directamente relacionada com a outra!!! Eh eh eh, é esperar pra ver.
A criança da Ana e do Jorge ainda não nasceu. Parece que já existem nomes escolhidos: Sónia se for rapariga e Paulo ou Ricardo se for rapaz. A Cláudia quer por que quer que seja uma Priscila. A Tixa não se pronuncia. O Pedro só bufa, sempre que se toca no tema e o Ricardo e o Prates só se riem.
E é tão bom rir!

Escrito no Caderno Doces Tempos a 9 de Junho de 2004
Hoje é o dia do 25º aniversário do Prates. Já passaram vinte e cinco anos desde a primeira vez que ele chorou, a alto e bom som.
Os amigos, em contrapartida, passaram o dia todo a tratar da sua prenda, para lhe a entregar durante o café da noite, no 81.
Como é habitual, agruparam-se todos em torno de uma mesa e aguardaram que o aniversariante chegasse. Ricardo, Tixa, Cláudia e Joãozinho, Jorge e Ana, todos presentes à excepção do Pedro que nessa noite estava de serviço. Esperaram, esperaram mais um pouco, mais um bocado, e o Prates nada de aparecer!
O café 81 acabou mesmo por fechar sem que o Prates tivesse lá ido ter!
De qualquer forma, O Nuno Bolinhas tinha já convidado toda a gente para um jantar em Samora Correia e o Prates também vai lá estar. Será amanhã.
O jantar vai ter lugar no espaço que está reservado para o Copo de Água no Casamento do Nuno Bolinhas com a Sónia, que se irá realizar já no próximo dia 24 de Julho.
Por certo, o Nuno Bolinhas acabará também por fazer uma visita guiada à sua futura casa de Samora Correia e depois, empolgado com a primeira apresentação, estender-se-à pela casa dos pais da Sónia e respectivo café e quem sabe também a igreja e o Sr. Padre que celebrará o casamento...
O pessoal não pode deixar de fazer filmes face ao dia seguinte:
Ricardo: Pessoal, fui só eu ou vocês também acharam o Padre meio estranho?
Cláudia: Eu não ía dizer nada mas, não sei se te diga ou se te conte. O homem tem mesmo cara de pedófilo mas eu tinha pensado nem ás paredes confessar!
Pedro: Podes crer. Eu topei logo a partir da altura em que o gajo começou a coçar o tomate sempre que olhava para a minha irmã. Ainda tive para lhe espetar um selo na boca mas não costumo espetar nada em homens e muito menos em Padres!
Tixa: O quê?!?! Eu não dei por nada! O homem até tinha um ar simpático e chegou a oferecer-me uma óstea que eu só não aceitei porque já não me cabia mais nada no estômago depois do jantar. Opá, não ando a comer nada de jeito!
Prates: Tixa, estás à nora? Não topas nada!!!

Escrito no Caderno Doces Tempos a 18 de Junho de 2004
Mais um dia de Primavera. O sol incide nas primeiras janelas que atravessam o seu caminho. Ouve-se um zumbido ao longe. Parece que é a Abelha Maia quem lá vem. Amiga dos seus amigos e protectora dos animais, teima em sair da colmeia logo pela manhã. Traz uns calções da moda vestidos e uma camisola de alças a combinar. Nos seus seis pés usa sapatos de salto alto, de marca desconhecida (provavelmente da marca M.C. - Manuel Cigano).
Pelo caminho encontra a sua prima, Miss Varejeira, a dealer lá da zona dos malmequeres. Miss Varejeira é daquelas que faz de tudo para conseguir aparecer nas revistas cor-de-rosa, até comer merda!
Rainha Abelha: Minha filha Maia, não a quero misturada com más companhias. Essa sua prima Varejeira é daquelas do ditado: Uma gaja que é gaja, que gosta do seu gajo e faz tudo por ele, quando nasce para ser 50 nunca chega a ser 100.
Abelha Maia: Mãe, tá fora do prazo ou quê? Já devia saber que aqui a je é uma mulher mais à frente. Comigo ninguém faz farinha até porque eu só gosto mesmo de pólen! A minha prima Varejeira já não é o que foi um dia. Deixou de me mandar SMS's a convidar para sair à noite e já há muito tempo que não a via.
A mãe da Miss Varejeira aparece pouco depois, ainda a tempo de ouvir a conversa entre mãe e filha. Senhora Zumzum, como é carinhosamente chamada pelos insectos da sua zona, afirma que como ela não há mais nenhuma. É proprietária de um restaurante de fast-food e não se pode negar que trata-se da mosca mais varejeira do bairro (varejeira no bom sentido da palavra).
Senhora Zumzum: Que é esta merda??? O que é que vocês, ordinanoras da estrada das papoilas, tão a dizer da minha filha? Fiquem sabendo que a minha rica filha, aquele estrumezinho mal cheiroso, só me tem dado alegrias e ninguém tem nada que a estar a difamar!
No meio da discussão, ouve-se um estrondo e a quase peixeirada termina logo depois.
A Tixa estava a sonhar e acabou por cair da cama abaixo. Ninguém da sua família deu conta do acontecido.
Tixa: Que cena hipocondríaca! Agora estava a sonhar com abelhas e moscas! Isto quererá dizer o quê?